domingo, dezembro 11, 2005

Ainda bem que me enfiei embaixo da cama este findi ! Nossa ... que "bode total". Acho até que demorou pra acontecer, mas foi bom pra repensar, reavaliar atitudes, passos e pessoas ...
Acho que eu estava pedindo isso, eu sabia, mas não quis ouvir aquela vozinha que me atormentava.
Ah ! Mas meu lado otimista não me deixa chegar ao fundo e isso é muito bom !
Pensando bem, às vezes é necessário esse mergulho no escuro e chorar, chorar até ficar inchada, olheira, nariz de rena do Papai Noel (credo! é melhor chorar embaixo do chuveiro, o estrago é beeem menor. Uma amiga ensinou há muitos anos ... e funciona, viu ?!).

Amor Menino
Tudo cura o tempo, tudo faz esquecer, tudo gasta, tudo digere, tudo acaba.
Atreve-se o tempo a colunas de mármore, quanto mais a corações de cera!
São as afeições como as vidas, que não há mais certo sinal de haverem de durar pouco, que terem durado muito.
São como as linhas, que partem do centro para a circunferência, que, quanto mais continuadas, tanto menos unidas.
Por isso os antigos sabiamente pintaram o amor menino: porque não há amor tão robusto que chegue a ser velho.
De todos os instrumentos com o que o armou a natureza, o desarma o tempo.
Afrouxa-lhe o arco, com que já não atira; embota-lhe as setas, com que já não fere; abre-lhes os olhos com que vê o que não via; e faz-lhes crescer asas com que voa e foge.
A razão natural de toda essa diferença é porque o tempo tira a novidade às coisas, descobre-lhe os defeitos, enfastia-lhe o gosto, e basta que sejam usadas para não serem as mesmas.
Gasta-se o ferro com o uso, quanto mais o amor?
O mesmo amar é causa de não amar e ter amado muito, de amar menos.
(Pe. Antônio Vieira)

Quando isso vai acontecer ?? Não sei ...

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